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[Freguesia
de S. Martinho de Mouros / Concelho de Resende / Distrito de
Viseu / Douro Sul / Portugal]
Informações
Úteis:
DISTÂNCIA a Resende: 10
Km
ÁREA:
14,6 Km2
POVOAÇÕES: São
Martinho de Mouros, Concelho, Vila Verde, Cantim, Feira Nova,
Santa Eulália, Vale do Pinheiro, Quintas, Ponte, Calvário,
Peneda, Fundo de Vila, Casal, Cardoso, Cavalhão, Temonde,
Reconcos, Montinho, Mata, Outeiro, Fogueira, Cravelo, Nogueiras,
Póvoa, Silva, Carvalhal, Quelhas.
TELEFONE da Junta de Freguesia: 254
939 850
S. Martinho de Mouros
A freguesia de S. Martinho de Mouros é
considerada uma das mais antigas, mais ricas em história, em
tradições e em belezas paisagísticas de todo o concelho de
Resende. Geograficamente, fica voltada a poente, na encosta da margem direita do Bestança e limitada a Norte pelo tão conhecido rio Douro. Desde o enunciado rio até ao ponto mais elevado contam-se 1122 m de território acidentado, condicionado por grandes penhascos,
cabeços e, lá mais no alto a penedia é tão bela e tão
estranha que parece incomodar o firmamento e dizer a quem a vê
que, por entre aquelas figuras arrogantes e esquivas, há heróis,
há bruxas ou gigantes de outras eras.
A História de S. Martinho de Mouros
O seu povoamento foi favorecido pela tão grande fertilidade das terras banhadas pelo rio
Bestança.
Denotam-se vestígios dos povos: os Celtos, os Romanos seguindo-se os
Suevos, os Visigodos, os Mouros e finalmente os Cristãos.
A terra devia chamar-se inicialmente S.
Martinho, nome que lhe vem por certo do patrono da igreja e da
paróquia. O apelido "de Mouros" é muito posterior.
Foi acrescentado e deve ligar-se à Reconquista Cristã.
Nos princípios do século XI, já morto o terrível Almançor,
conseguiram as tropas Cristãs reconquistar definitivamente aos
Mouros as terras das margens do Douro, desde a Foz até Arêgos
e Resende, na margem esquerda. Foram os Gascos da linhagem de
Ribadouro e antepassados de Egas Moniz, não sendo de excluir
também a presença e a acção do rei Ramiro II de Leão entre
nós.
S. Martinho porém, pertencendo à área militar de defesa
mourisca de Lamego continuou por libertar até meados desse século.
Nessa altura, como a terra ainda era dos Mouros, terão as
populações começado a chamar a S. Martinho "de
Mouros"? É o que tudo indica.
Também há quem pense que lhe chamaram "de Mouros"
depois dos Mouros terem saído de cá. O Pe. João da Cruz
Rodrigues, pároco de S. Martinho nos meados do século XVIII,
respondendo às Inquirições Paroquiais, disse que o nome ou
lhe vinha "de ter sido habitada antigamente pelos Mouros,
ou da barbaridade dos costumes dos seus habitantes, porque
(eram) de ordinário, soberbos e altivos"..
Esta freguesia havia sido concelho, pois foi-lhe oferecido um foral por Fernando Magno, que havia sido confirmado por D. Teresa a 1 de Março de 1121, e, seguidamente, pelo rei D. Manuel em 20 de Outubro de 1513.
Igreja Românica
A igreja de S. Martinho de Mouros é um exemplo visível da construção românica devido: às suas paredes grossas; aos contrafortes nas paredes exteriores; aos cachorros emergindo nas paredes; ao telhado com figuras humanas e de animais; à abobada central em forma de berço e às janelas em fresta com duplo arco. A sua construção deve rondar o séc.
XII.
Sepultura na estação arqueológica da Mogueira
Situa-se a leste da freguesia, com acesso um pouco dificultado, mas que é compensado pela beleza paisagística e arqueológica. Pensa-se que em tempos tivera momentos menos favoráveis, devido ao elevado relevo proporcionado pela Serra das Meadas, o que levaria a uma maior facilidade de defesa . Na Idade da Pedra Polida, suspeita-se que lá habitassem as tribos designadas por Lígures. O primeiro “castro” deverá ter sido realizado por esta mesma tribo. Visíveis são também “duas cisternas” que ainda se mantêm, embora estas tenham sido construção já romana. Também se vê sepulturas de adultos e mesmo crianças do lado nascente da freguesia e também alinhamentos de pedras, que nos induzem a terem sido casas que se suspeitam ter sido do Tempo Mourísco.
Casa da Soenga
Situada a norte da estrada 222, contém um parque que a envolve com lago e água proveniente de aquedutos de pedra vindos da própria freguesia de S. Martinho de Mouros.
Caracteriza-se por ser um solar grandioso, bem implantado e muito antigo. Fora reconstruído em 1779 pelo senhor Joaquim Menezes, baseado num outro que até tivera existido primeiro no séc. XVI. O que mais cativa na sua visita são, sem dúvida, a sua capela, o terreiro, a entrada nobre com brasão de armas da família, os salões, a biblioteca e,
por fim, o magnífico jardim.
Adaptado das seguintes fontes:
http://www.cm-resende.pt
http://www.espigueiro.pt
[Abel Xavier - Intermediário do GAC de S. Martinho de Mouros]
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